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Por Denise Dubie!
2/4/2010
Acordo antitruste firmado em abril de 2000 não prejudicou participação da Microsoft, mas empresa desacelerou e abriu espaço para o Google.
Há dez anos, a Microsoft perdeu uma dura batalha com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) envolvendo seu domínio sobre o mercado de browsers. Hoje, ainda há um debate sobre o fato de a Microsoft ter sido realmente freada pela censura legal.
Em abril de 2000, o juiz Thomas Penfield Jackson decidiu que a Microsoft violou leis antitruste federais e estaduais e condenou a empresa a separar seu sistema operacional Windows do navegador Internet Explorer, além de pagar multas pesadas e ser submetida a anos de controle para evitar futuras atividades de monopolistas no mercado.
Agora, com a saída da Netscape, elemento chave do processo, do mercado, o Internet Explorer passou a concorrer os navegadores de código aberto Firefox e o recém-chegado Google Chrome e os desdobramentos do julgamento que durou anos ainda continuam na União Europeia para a Microsoft e agora para o Google.
A Microsoft permanece intacta - em janeiro, a empresa registrou um faturamento recorde de quase 20 bilhões de dólares no segundo trimestre fiscal -, mas a decisão tomada em 2000 significou mais escolhas na arena dos browsers e permitiu que a indústria inovasse em tecnologias que, na opinião de especialistas, a Microsoft tentou controlar em um ambiente fechado. Para outros, o cenário não mudou muito e a Microsoft continua a capitalizar os pontos fortes do seu mercado, freando a concorrência onde puder.
"O potencial estava lá para destruir a Microsoft. Eu vislumbrei um novo mundo (...) de TI", diz o diretor de tecnologia da NewBay Media, Greg Topf, de Nova York (EUA). "Percebi que grandes mudanças viriam, as implicações do acordo realmente tinham potencial para causar uma re-arquitetura total na Microsoft, mas honestamente, a mudança foi muito menor do que eu imaginava." Leia a análise completa na Computerworld.